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da Revista Época:
Malditas férias!Descobertas recentes de pesquisas sobre o prazer na Universidade de Yale surpreendemPor Álvaro Oppermann Se você perguntar, a maioria provavelmente vai dizer que tirar férias é algo mais prazeroso do que o expediente. Uma pesquisa do Departamento de Psicologia da Universidade de Yale revelou que, na realidade, sucede o oposto. O nível de estresse tende a aumentar durante as férias. Brigas conjugais, ou as rusgas com os filhos, são mais comuns durante os períodos supostamente de descanso e lazer. Em contrapartida, a rotina diária do escritório é, sim, muito prazerosa para a maioria – mais do que admitido. Ainda que, nas lembranças, as férias se confundam com prazer. Um enigma insolúvel? Sem mais digressões, o psicólogo Paul Bloom arriscou uma resposta a essa charada. Segundo afirma, nosso prazer não é puramente sensorial. Apreciamos um bom filé, ou a ópera A Flauta Mágica, de Mozart, não somente pelo gosto da carne ou pela qualidade musical das árias, mas sim por algo que Bloom chama de “essencialismo” do objeto de prazer. Internamente, formamos um conceito sobre os objetos e as experiências que nos cercam. Estes conceitos pesam em nossa avaliação do prazer. O conceito mental de “férias” é muito bom. Logo, para que as férias do mundo real sejam consideradas “ruins”, elas têm de ser de fato desastrosas, como a comédia pastelão Férias Frustradas, de Chevy Chase. Engana-se quem pensa que Bloom seja um platônico enrustido, disfarçando alguma Teoria dos Arquétipos com neurociência. A questão do prazer e da felicidade nos acompanha desde sempre, e Bloom juntou psicologia, filosofia, economia e neurociência para tentar elucidá-la, ou ao menos lançar alguma luz sobre ela. Como nascem esses conceitos “essenciais”? O cérebro humano foi desenhado para a vida da época do Cro-Magnon. Desenvolvemos, ao longo da evolução, alguns truques cognitivos à negociação diária com o mundo físico e social. Saber de antemão que “tal coisa era boa”, ou “tal coisa era ruim”, tornava-se vital para a sobrevivência. Sem isso, morreríamos feito moscas. A imperiosidade desapareceu, mas o cérebro não abandonou o hábito de formar conceitos sobre tudo. Os tais conceitos “essenciais”. Esse gosto essencial está por trás da nossa afeição por coisas objetivamente ruins. Por exemplo, o ser humano é o único animal que aprecia o gosto do molho Tabasco. Sensorialmente, ele seria repugnante, como o é para cavalos, porcos ou gatos. Porém, o consumidor de temperos picantes tem gratificada a sensação de resiliência, de “sobreviver” a uma experiência extrema – ao ardido da pimenta. É uma sensação “essencial” comum aos apreciadores de bebidas destiladas. Também está provado, diz Bloom, que a criação dos filhos mais nos aborrece do que alegra. Porém, a necessidade biológica fala mais alto. “Nós achamos que as crianças nos tornam felizes, por mais que a experiência nos mostre o contrário”, diz Bloom.Essa tendência humana também explica o gosto pela ficção. “O maior tempo que gastamos com prazer não é em sexo, comida, bebida, esportes, drogas ou com amigos, mas sim imaginando outras vidas – lendo romances, vendo filmes ou televisão: participando de experiências irreais”, diz Bloom. Essas experiências dão vazão externa a uma realidade interior. No cérebro humano, nota o psicólogo, convivem múltiplos egos. O sucesso de mundos alternativos virtuais, como o Second Life, são explicados por esta necessidade essencial. Por fim, um dos principais conceitos “essencialistas” é o da autenticidade. Ao apreciar uma obra de arte, por exemplo, acreditamos que uma parte da essência daquele artista está impregnada na obra. Bloom fez o teste. Levou apreciadores a uma exposição do pintor holandês do século 17 Vermeer. Um dos quadros em exposição – A Mulher Adúltera – era obra do famoso falsário Han van Meegeren. A sensação de enlevo desaparecia nas pessoas quando lhes era dito que se tratava de uma falsificação. Han van Meegeren – Pintor e falsário holandês (1889-1947). Durante a Segunda Guerra, ludibriou o nazista Hermann Goering, que adquiriu um de seus quadros como se fosse uma autêntica obra do mestre barroco Johannes Vermeer http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI160473-16366,00-MALDITAS%20FERIAS.html
Escrito por Czar às 11h29
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Sobre academia, acadêmicos e sabedoria...
Assino há alguns anos uma lista de discussão online que debate como (e o que) podemos fazer para trazer um pouco mais de sabedoria para os bancos escolares, partindo do pressuposto de que focamos muito mais em informar, em transmitir conteúdos aos alunos, do que em ajudá-los a internalizar essas informações e transformá-las em conhecimento, alimento necessário para a sabedoria. Essa lista foi fundada em 2006, pelo britânico Nicholas Maxwell, brilhante teórico do campo da Educação e Artes, após um grande congresso internacional que ocorreu em Barcelona, presidido pelo mesmo Nicholas, eque participei como palestrante. Porém, 4 anos depois a lista, bastante agitada nos seus 2 primeiros anos, está praticamente inativa, chegando à minha caixa apenas e-mails exparsos, mais informativos do que questionadores. Fiquei surpreso ao receber uma mensagem hoje, de um dos acadêmicos sediados em Barcelona - Chris Thomson - informando que deixará de participar da lista. Divido com vcs a sua justificativa, com a qual concordo plenamente: "I think that the only way to introduce wisdom into academia is by introducing wise people. I think there is no other way. The problem with this is that, in my experience, wise people try keep as far away from academia as they can, no doubt because academia tends to be toxic to wisdom." Bem, #ficadica.
Escrito por Czar às 12h24
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Insomnia...
Noites em claro são uma constante em minha vida. Não dormir faz parte da minha história desde que eu me entendo por gente... Tanto q eu parei de brigar com a falta de sono desde garoto. Desde quando eu era obrigado a ficar na cama (meu pai era praticante do discurso "feche os olhinhos que o sono chega!") até os dias atuais, as estratégias para driblar a insônia foram sendo desenvolvidas e testadas. Mas ainda não achei a ideal. Ok, um tarja preta sempre resolve, mas não facilita a minha vida no dia seguinte. Sexo também é bem bom, mas com o namorado morando a 480 km de distância, não dá para recorrer a esse artifício. Restam os amigos insones e as redes sociais - faceboook e orkut bem ajudam a passar o tempo. Bom, mas agora chegou a hora de dar um jeito - o galo já começou a cantar - literalmente!
Escrito por Czar às 02h59
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"Comida é pasto..."
Texto curto, impactante e interessante que o Alex Atala (dono de vários restaurantes em SP e de programa de TV no canal GNT) publicou na Revista Galileu, dessa semana: "CHEGAMOS A UM DILEMA
Somos 6,7 bilhões de habitantes que comemos os vegetais de um quarto das terras do planeta e a carne de um terço do mundo. Em 2050 poderemos chegar a 15 bilhões de pessoas (seremos no mínimo 10 bilhões). Mas a quantidade de terras é finita. Então, onde espalhar as pessoas e as fazendas para a produção de comida? Como alimentar uma superpopulação sem destruir o mundo? O cenário atual já é arrasador. A utilização da água dobrou desde os anos 60, e 70% do seu uso se destina à agricultura. No ritmo atual de pesca, dentro de 40 anos todas as espécies comerciais de peixe vão desaparecer. O aquecimento global e a devastação dos ecossistemas já mostraram que é insustentável toda essa produção e consumo de alimentos. A comida causa desequilíbrio ao planeta.
Precisamos rever nossa relação com os alimentos. O ser humano come de três maneiras diferentes. A primeira é a que se preocupa apenas com a condição de ser vivo — vem dos alimentos o sustento e o prazer. Por isso a produção cara e delicada do caviar, do vinho (que pede esforço e demora anos até ficar pronto) ou do foie gras. Comer é essencial e é um prazer.
A segunda maneira é alimentar-se procurando o que faz bem ao organismo. Cardápios equilibrados, alimentos saudáveis, compostos e vitaminas. Isso é comer funcionalmente, cuidando para que o que chegue ao corpo seja bom.
Durante muito tempo escolhemos entre essas duas formas. Mas, agora, existe uma novidade que pode nos salvar: é tornar a ação de comer algo cidadão. É comer tentando, de alguma forma, aliviar a pressão humana sobre o planeta, agindo, individualmente, em favor da sociedade.
Praticamente isso quer dizer comer alimentos locais, que não gastam tanto combustível e recursos naturais e geram riquezas ao redor da região de produção. É saber de onde vem sua comida, como ela é criada. Um dos grandes problemas alimentares de hoje é que os homens estão desconectados da natureza e, por consequência, da comida. A reeducação é necessária. Nos moldes em que estamos hoje, o resultado será catastrófico."

link do texto e foto originais: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI129201-17773,00-O+FUTURO+DA+COMIDA+TRECHO.html Como eu ando pensando muito - e agindo também! - sobre a minha saúde, meu corpo, minha nutrição e tudo o mais, achei pertinente ampliar o "range" de coisas a serem consigeradas ao levar o garfo até a boca. Preciso pensar e cuidar mais do que como - e do planeta também, não é?
Escrito por Czar às 14h39
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Só para lembrar que eu estou vivo...
Sergio Sudsilowsky recebeu um conselho do pequeno principe
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o... preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ter ritos.
Escrito por Czar às 12h42
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Roteiro Salvador: esquentando para a viagem de férias...
Uma ex-aluna e amiga "virtual" vai para Salvador com os pais e me pediu para fazer um roteiro de viagem para ela. Eu sempre faço a função "guia" quando estou por lá, mas nunca parei muito para pensar nisso - quando estou por lá, saio percorrendo meus lugares de afeto ao sabor das lembranças. Pensei em passar a bola para algum amigo que ainda mora por lá, já que faz exatamente um ano que eu fui lá da última vez e cidades de veraneio costumama mudar os "points" a fim de reciclar o turismo. Porém, devido a pressa dela, comecei a fazer um "roteirinho" e me empolguei, mergulhado em lembranças. Decidi postar no blog, para quem quiser conhecer a minha cidade, atraves dos meus afetos: Seguem algumas dicas de coisas imperdíveis, para mim, claro - porém lembrem-se sempre, se quiserem se divertir: o serviço em Salvador é PÉSSIMO, até em restaurantes 5 estrelas. Principalmente no verão, com a cidade cheia, pois os lugares contratam pessoas despreparadas para dar conta de tanta gente... ROTEIRO PRAIAS - Stella Maris - é longe do centro, mas é uma praia linda, com coqueiral e barracas com muita estrutura - até porque, as praia da cidade, ao que eu soube, estão um lixo, por causa de uma briga na justiça entre os barraqueiros e a prefeitura. - Indo um pouquinho na direção do Litoral Norte, próximo ao aeroporto, tem as praias do Flamengo e Ipitanga, com barracas que são enormes e muito bem decoradas (a Marguerita é um luxo, frequentada pelos jovens mais bonitos de Salvador), tem DJ e comidinhas (finger food) legais. - Itapoã - só para visitar e dizer "que foi", não vale a pena passar muito tempo lá - pare, tire foto na Sereia, vá no Farol, tire foto e faça o mesmo na Lagoa do Abaeté. São pontos turísticos "clássicos", mas meio decadentes. Mas é em Itapoã que fica um dos melhores - e mais em conta $ - restaurantes de comida baiana - o Ki Muqueca (peça bobó de camarão, vc não vai se arrepender). - Barra - tb não vale a praia, só pelo cartão postal. E tomar chope no pôr do sol tb, pois é um dos mais lindos da cidade. Tem uma praia ótima, o Porto da Barra, cheia de famosos (Caetano bate ponto quase todo dia. Até o Jesus Luz foi lá dia desses), mas é GLS (creio q seus pais não vão encarar, rs). ROTEIRO TURÍSTICO - Centro histórico - Vá pela manhã e comece pela Praça Castro alves (a vista é linda e, caso queira um cinema bem paulistano e cosmopolita, o Espaço Unibanco fica lá e é incrível), suba a Rua Chile, em direção ao Elevador Lacerda, que fica entre a Prefeitura (horrorosa) e o Palácio do Governo (Lindo!). é a vista mais famosa da Baia de Todos os Santos - fotografe muito! Desça o elevador e vá direto ao Mercado Modelo, que fica em frente - cuidado com os preços, eles exploram turistas. E com as bolsas tb. Se quiser um almoço rápido, coma no Mercado mesmo - os restaurantes parecem fiosos, mas são ótimos. Se quiser um almoço diferente, pegue um barquinho e vá conhecer o Forte São Marcelo, aquele que fica no meio do mar, e almoce por lá (vale o passeio, mas a comida é simples). Após o almoço, retorne ao elevador Lacerda, suba e, saindo da Praça da Prefeitura, caminhe para o Terreiro de Jesus (tudo é muito próximo no Centro antigo). Pare na Praça da Cruz Caida e aprecie a vista, fotografe (rs) e continue em direção ao Pelourinho. Se vcs não são muito de museu e igreja, pelo menos não deixem de visitar a Igreja de São Francisco, pois ela é toda revestida de ouro e tem uma fachada incrível, que só foi descoberta na restauração - estava coberta de cimento! Terminem o dia em algum bar/restaurante que tenha vista para o mar, vejam o pôr do sol e jantem no Pelourinho mesmo, pois tem ótimos restaurantes. - Igreja do Bonfim - não é a mais bonita, mas a mais famosa. Para ir até ela é um pouco longe, pois fica na cidade Baixa, mas vale o passeio. Não deixe q os vendedores de fita coloquem a fita no seu braço, pois não é brinde e eles vão querer q vc pague - caro - por ela. Caso queira o souvenir, deixe claro q é isso o q vc quer e negocie o preço (o mesmo vale no Pelourinho). Estando na Cidade Baixa, visite o Forte de Mont Serrat, que é um dos 1os do país, e a Igrejinha de Humaitá, essa sim, a 1a da Capital - e a primeira construída "de verdade" no país. Acabem o passeio na Sorveteria da Ribeira, que é conhecida internacionalmente e comparada à Sorveteria famosa q tem em Cuba e eu não lembro o nome. O sorvete é artesanal e delicioso (é bem simples lá, mas vale pelos sabores e frequencia: vcs podem encontrar com Ivete Sangalo por lá, ou Regina Cazé, Maria Betânia...). eu sempre tomo de tapioca, coco verde, cacau ou banana... OUTROS LUGARES QUE VALEM A PENA - Museu Rodin - cosmopolita, bem SP. É um casarão antigo, que foi restaurado e expandido com uma parte moderna, tem trazido grandes exposições para a cidade - além de ter algumas esculturas do Rodin mesmo. - MAM - fica em um antigo engenho de açúcar, na beira do mar, num espaço cultural chamado de "Solar do Unhão". Vá à tarde, passeie pelo parque das esculturas e fique para o pôr do sol, que geralmente tem jam session de jazz e/ou blues. - Museu de Arte Sacra - um dos mais completos e belos do país. - Se tiver vontade de Shopping, vá ao "Salvador", que é o que de melhor (e mais SP) tem na cidade. É enoooooorme e sempre cheio, mas tem ótimos cafés, cinemas e todas as lojas q vcs estão acostumados - além de um super ar-condicionado. E vcs podem pegar liquidações, principalmente de roupas de inverno - os lojistas baianos têm a péssima mania de trazer para Salvador os mesmos artigos de inverno q são pensados para SP. Assim, eles SEMPRE encalham (eu só comprava roupa de inverno na Zara de Salvador, por menos da metade do preço, rs) RESTAURANTES/BARES/CAFÉS - Isso muda muito, vou esperar o meu amigo sugerir. Mas tem o "Pereira", que é chiquizinho e muito bem frequentado - meio caro - fica na Barra. Vale o fim de tarde, sempre! (P.S.: meninos, não vão de regata, pois não pode entrar lá assim. Caso estejam com uma, eles vendem camisetas de malha branca, tipo "Hering", com a marca do bar, pelo valor de uma "Forum", rs. - Se quiser restaurantes/bares 5 estrelas e não tiver problema em pagar o preço, alguns dos melhores estão no Trapiche Adelaide e na Marina Contorno - como o SoHo, japonês divino! - A região do Rio Vermelho sempre tem ótimos bares e restaurantes - mudam todo verão, mas são sempre os mesmos donos, rs. Vale a pena. Eu sugiro um Pub que tem lá, quase no final do circuito, mas eu nunca lembro o nome dele - até porque, pubs em Salvador não tem muitos (só lembro de outro na Pituba, mas não gosto de lá). - Acarajé: Cira (em Itapoã) e Dinha (Rio Vermelho) dominam a cena, e são como FLA x FLU (ou qualquer clássico) na briga por torcidas. Eu prefiro Dinha, mas Cira tb é delicioso. Tem a Regina tb (Rio Vermelho), menos badalada e tão boa quanto as outras 2. Porém, em cada esquina terá um acarajé delicioso - só não abusem, para não dar piriri, rs. - Delicatessem: a Perini tem nível de SP e está em todos os shopings e muitos bairros da cidade. No bairro da Graça eles têm uma Mega loja, com um bufê de café da manhã, almoço e café da tarde INCRÍVEL! UFA!, acho que é isso. Deu até saudade... Ainda bem que daqui a um mês eu vou pra lá! Divirtam-se!
Escrito por Czar às 12h44
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Mais O2 Neurônio...
Da série "A garota e seus problemas" (Nina Lemos): "Estou presa a um telefone. Aguardo resgate. Estou presa a um telefone. Por favor, aguardo resgate. Alguém me tira daqui. Alguém puxe com força esse aparelho que está colado às minhas mãos e o atire pela janela. Estou deitada na cama, indo dormir. Mas continuo presa a um telefone.
Em um clique estou no MSN. Em outro no Facebook. Vou parar de ler livros e passar a vida inteira lendo bobagens na Internet. Ficarei burra. E, claro, nunca mais escreverei livro algum. Passarei o resto dos meus dias apertando botões do meu telefone e indo do MSN para o Facebook e do Facebook para o Twitter. Alguém tira agora esse telefone da minha mão.
Estabelecerei relações platônicas. Nunca mais farei sexo real. Deixarei de ver os meus amigos e abandonarei os tradicionais jantares no Sujinho na “nossa” mesa. Sim, ainda irei à praia no Arpoador, mas serei uma daquelas pessoas que ficam na areia agarradas a um telefone contando que está na praia. Quando inventarem um telefone à prova de água, comprarei um.
Eu não nasci para isso e não quero esse futuro. Então, por favor, alguém venha aqui agora. E tire esse telefone que está colado às minhas mãos."
Ao ler esse texto um calafrio de reconhecimento (auto) passou pela minha espinha... Alguém mais se vê assim em alguns momentos?
Escrito por Czar às 07h36
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Holla que tal?
Como estão vocês? Ops, comecei pela pergunta errada. Depois de tanto tempo sem postar, acho que a pergunta certa seria: - Tem alguém ai? Hum... tenho a nítida impressão de que a resposta é NÃO. Acho até que se tivesse como colocar um "post-it" virtual aqui no blog, meus últimos leitores (amigos fiéis, sei disso) teriam grudado um "volto já", há cerca de 5 meses, e nunca mais passaram por aqui. Tudo bem, nem eu mesmo passei por aqui... Bom, com o retorno do eco da minha pergunta (...aqui, ...aqui, ...aquiiiiiiii...), encerro esse post cantando Nana Caymmy ("de volta ao começo, ao fundo do fim") e assumo a minha porção Adriana Calcanhoto ("escrevo longas cartas para ninguém"), como era a minha intenção na origem desse blog. Abraços, aos que são de abraços. Beijos aos que preferem ser beijados.
Escrito por Czar às 07h29
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Fragmentos de discursos...
Transcrevendo as minhas garatujas advindas das leituras do semestre passado (doutorado), encontrei 2 textos/trechos, de um mesmo livro, porém de autores diferentes. Claro que estão extremamente relacionados, apesar de, no original, não aparecerem na mesma ordem em que apresento ai abaixo. Vamos a eles: “Passamos a colecionar molduras de bem-estar no mundo: como amar, seduzir, transar, vestir, morar. Métodos descomplicados e equacionados de existir” (PRECOIOSA, Rosane. Produção Estética - p. 41) Porém, existe solução para esse jeito contemporâneo de viver - pelo menos uma proposta de: “A única maneira de teres sensações novas é construíres-te uma alma nova. Baldado esforço o teu se queres sentir outras coisas sem sentires de outra maneira e sentires de outra maneira sem mudares de alma. Porque as coisas são como nós as sentimos – há quanto tempo sabes tu isto sem o saberes? – e o único modo de haver coisas novas, de sentir coisas novas é haver novidade no senti-las. Muda de alma. Como? Descobre-o tu!” (Fernando Pessoa, Livro do Desassossego.
E ai, só com muita análise na veia, né?
Escrito por Czar às 13h30
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So you know how much I need you But you never even see me, do you? (...) And it's you I see But you don't see me (...) And I'll always be waiting for you So I look in your direction But you pay me no attention And you know how much I need you But you never even see me
Escrito por Czar às 23h14
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Sobre o Real e o Virtual...
Esse é o segundo semestre em que me "aventuro" lecionando um curso de Estética, na graduação de Design de Moda (Senai-Cetiqt, Rio de Janeiro, disciplina do 3o período). Como ainda estamos no primeiro mês de aula, tenho apresentado um pouco de Filosofia geral, sobretudo enfocando parte dos principais filósofos que se preocuparam (ou tocam em suas obras, de alguma maneira) questões relacionadas ao Belo, à Beleza e ao juízo de gosto. Nessa fase de "reconhecimento de territórios", ou melhor dizendo, de "ampliação de fronteiras", tem sido muito difícil fazer os alunos entenderem o conceito de "Mundo das Idéias" proposto por Platão (cerca de 400 a. C., portanto há quase 2.500 anos atrás!), e venho recorrendo a leituras de apoio, vídeos e animações do YouTube (depois posto os links) e filmes blockbuster (como Matrix) mas, ainda assim, o povo faz cara de interrogação - ou de paisagem mesmo. Assim, acho que vou abortar certos projetos que planejei trazer para eles, sobretudo uma proposta de discutir a relação entre o "real" e o "virtual", com base no Pierre Lévy. Mas, para constar, o próprio filósofo me dá o consolo e atenua a minha frustração, em uma das frases que ele falou, em entrevista recente (semana passada) ao G1, site de notícias da Globo: "Quando você é jovem, você pode se concentrar em entender as questões técnicas, mas quando você envelhece percebe que as questões humanas são muito mais complexas do que você imaginava antes. " Certíssimo. Então tá, né?
Escrito por Czar às 09h43
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Ghost Wisperer...
Ando vendo fantasmas. Aconteceu 3 vezes, quando fui dar aulas na Barra: vi fantasmas. Não, não são fantasmas dos natais passados, ainda que tenham sido 3. Antes fossem (pelo menos essa história eu conheço, sei o final). São fantasmas dos relacionamentos passados. - O primeiro veio me falar de promessas não cumpridas; - o segundo veio me lembrar de amores não correspondidos... - o terceiro não veio me contactar: apenas a sua presença fez lembrar de dores muito, muito antigas. Amanhã o Narciso (meu terapeuta) terá muito trabalho.
Escrito por Czar às 01h24
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Nara...
Não, não fuja não Finja que agora eu era o seu brinquedo Eu era o seu pião O seu bicho preferido Vem, me dê a mão A gente agora já não tinha medo No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido Agora era fatal Que o faz-de-conta terminasse assim Pra lá deste quintal Era uma noite que não tem mais fim Pois você sumiu no mundo sem me avisar E agora eu era um louco a perguntar O que é que a vida vai fazer de mim
Escrito por Czar às 01h06
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sudsy
Saudade do meu blog. Saudade de escrever coisas que não sejam lidas... Ando meio cansado de "ter" que escrever. Acho que tão cansado que "travei". Então, por puro acaso, em um momento em que não precisava escrever, comecei a ouvir. Explico: arrumando a casa após nova mudança - sou mutante e mutável, e a culpa é do zodíaco! - redescobri um CD precioso, da poeta capixaba Viviane Mosé. Chama-se "Receita pra Lavar Palavra Suja". Veio bem a calhar: em momento de faxina, lavar palavras vale mais a pena que lavrá-las.
Escrito por Czar às 00h12
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Saudade, ou Eu não imaginei que seria com você...
Saudades de você, PB, que viajou há menos de uma semana e já parece uma eternidade...
É, quem diria, não é? Acho que nem você acreditou que eu fosse gostar tanto de você.
Espero que estejas navegando em águas tranquilas. Qua a viagem seja memorável. E que você traga da Índia tudo o que você espera encontrar lá.
Escrito por Czar às 09h39
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